O aleitamento materno é a estratégia isolada que mais previne mortes infantis, além de promover a saúde física, mental e psíquica da criança e da mulher que amamenta. O Ministério da Saúde se baseia nas recomendações da Organização Mundial da Saúde, que preconiza o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida e continuado até os dois anos de idade.

Na epidemia da Polinésia Francesa foi detectado RNA do vírus Zika no leite materno, porém não foram encontradas partículas replicativas, o que inviabiliza a produção de doença, não havendo até o momento, relatos de crianças que tenham adquirido o vírus Zika através da amamentação. Desta forma, considerando os benefícios da amamentação, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos recomenda que seja encorajado o aleitamento materno mesmo em áreas onde o vírus Zika.

Este é também o posicionamento do Ministério da Saúde, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira – FIOCRUZ, quando colocam: "À luz dos conhecimentos científicos atuais, não dispomos de evidências para alterar as condutas assistenciais e técnicas no que concerne ao aleitamento materno e aos Bancos de Leite Humano frente ao cenário epidemiológico do vírus Zika".

Portanto é importante que essa mãe seja estimulada a amamentar seu filho, pois trará grandes benefícios para a criança, além de saciar a fome, remedia todos os incômodos e temores do bebê. É um relacionamento íntimo com a mãe, e oferece estímulos psicológicos para o desenvolvimento da criança. Barbosa e Schnonberger (1996) acreditam que a sucção é o exercício mais eficaz e natural para uma criança poder desenvolver sua linguagem oral. Portanto, a estimulação sensório-motor-oral realizada precocemente, dará a criança, subsídios de melhor adequação dos OFA (Órgãos Fono Articulatórios). O esforço realizado pela musculatura perioral do recém-nascido é bem maior quando suga o peito materno do que a força para sugar o bico de uma mamadeira.

Educação em saúde, aleitamento materno e vírus zika




Última atualização: quarta-feira, 29 março 2017, 10:15 AM