Como foi visto nas unidades anteriores, existe um fluxo a ser seguido pela teleconsultoria desde a solicitação até a resposta, como podemos visualizar na Figura 1.

teleconsultoria

Figura 1 - Esquema que representa o processo de submissão/resposta a uma Teleconsultoria.

Fonte: Roberto Lima (2015).

Nesse momento, vamos compreender o papel do teleconsultor nesse processo. O teleconsultor, geralmente, é um trabalhador da saúde com experiência em Atenção Primária em Saúde. Esse trabalhador, de preferência, mas não excludente, tem especialidade em medicina da família e comunidade. Então, só médicos podem ser teleconsultores? A resposta é não. Outros profissionais, que não são médicos, podem ser teleconsultores.

O papel do teleconsultor é produzir respostas objetivas, estruturadas e com linguagem apropriada ao profissional solicitante. Fornecendo acesso à informação baseada na melhor evidência científica disponível e mais atualizada sobre o tema demandado, no contexto do SUS e da Atenção Básica/Primária à Saúde - AB/APS (BRASIL, 2013).

As respostas às teleconsultorias têm por objetivo:

  • Identificar e orientar condutas para o problema do solicitante.
  • Orientar cuidados continuados/crônicos.
  • Propiciar promoção à saúde e prevenção de doenças.
  • Promover a educação permanente.

Você deve estar se perguntando se as respostas são produzidas aleatoriamente, apenas com o conhecimento do teleconsultor. Na verdade, essas respostas são produzidas com base em um protocolo estabelecido. Essas etapas buscam sempre a melhor evidência científica disponível.

Podemos descrever as etapas de construção da resposta da seguinte forma:

  • Identificação dos pontos-chave nas solicitações.
  • Definição das estratégias de busca de referências.
  • Elaboração da resposta propriamente dita.
  • Seleção da potencial Segunda Opinião Formativa (SOF).

Vamos agora compreender cada etapa da construção da resposta.

Última atualização: quarta-feira, 29 março 2017, 10:31 AM