Os profissionais e as unidades de saúde irão monitorar a situação epidemiológica dos casos de síndrome congênita relacionados com a infecção pelo vírus Zika, conforme o momento da gestação, parto e pós-parto.  Disponível em:

http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/dezembro/09/Microcefalia---Protocolo-de-vigil--ncia-e-resposta---vers--o-1----09dez2015-8h.pdf.

Os profissionais e serviços de saúde devem:

- Detectar oportunamente a ocorrência de casos graves e óbitos potencialmente relacionados à infecção pelo vírus zika;

- Identificar grupos e fatores/condições de risco para complicações pela infecção pelo vírus zika;

- Orientar a utilização das medidas de prevenção e controle disponíveis;

- Elaborar e divulgar informações epidemiológicas nas unidades de saúde.

A prioridade da investigação são as gestantes e mulheres no pós-parto que apresentarem histórico de exantema durante a gestação.

Durante a investigação os profissionais de saúde devem estar atentos a registros disponíveis na:

- caderneta da gestante;

- caderneta da criança.

Levantar dados sobre o acompanhamento pré-natal e o nascimento registrado.

A investigação de casos de síndrome congênita relacionada ao vírus Zika pode ocorrer em:

- visitas domiciliares e busca ativa de casos suspeitos;

- registros de casos em serviços de saúde e informações no prontuário único multidisciplinar;

- busca ativa de casos de Recém Nascido Vivo (RNV) com suspeita de infecção por vírus Zika em maternidades;

- série histórica de microcefalias e outras anomalias congênitas nos serviços de maternidades;

- levantamento de laudos emitidos por serviços de diagnósticos, caso a gestante ou puérpera não apresente dados necessários no momento da investigação.

É importante compreender que para fins de vigilância como são classificados os casos:

- Caso suspeito

- Caso confirmado

- Caso de diagnóstico descartado para vigilância

Para a classificação dos casos relacionados com a infecção pelo vírus Zika, utilizaremos a terminologia:

- Caso suspeito durante a gestação, parto ou pós-parto;

- Caso confirmado durante a gestação, parto ou pós-parto;

- Caso para exclusão de casos suspeitos com diagnóstico descartado.

Os profissionais e serviços de saúde devem fazer o máximo esforço para detectar os casos oportunamente, devendo:

- Notificar compulsoriamente os casos envolvendo gestantes e recém-nascidos;

- Conhecer os principais instrumentos específicos de notificação de casos suspeitos e de investigação para confirmação de casos;

- Acompanhar e monitorar as complicações decorrentes da infecção por vírus Zika;

- Atuar como profissional sentinela na identificação de complicações e identificando casos de síndrome congênita relacionada ao vírus Zika.

As informações para notificar e investigar os casos relacionados ao vírus Zika têm sido frequentemente atualizadas frente às novas evidências científicas e estão relacionadas a mudanças no perfil epidemiológico da doença, e especialmente em decorrência do aprimoramento do conhecimento de outras anomalias congênitas que possam estar presentes nos recém-nascidos.

Recomenda-se que todos os casos suspeitos de microcefalia relacionada ao vírus Zika  sejam registrados no formulário de Registro de Eventos de Saúde Pública (RESP – Microcefalias), online e disponível no endereço eletrônico www.resp.saude.gov.br pelos serviços públicos e privados de saúde. 

Os profissionais de saúde devem ter como alvos prioritários para notificação:

- Caso suspeito durante a gestação:

Instruções para teste sorológico de gestantes e recém-nascidos com suspeita de infecção pelo vírus Zika:

- Caso suspeito durante o parto ou pós-parto

- Caso confirmado durante a gestação

IMPORTANTE!

SÃO CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO DE CASOS PARA VIGILÂNCIA DE MICROCEFALIAS RELACIONADAS AO VÍRUS ZIKA, OS CASOS QUE APÓS REVISÃO DA AFERIÇÃO DAS MEDIDAS, DOS EXAMES OU DO CRITÉRIO DE ENQUADRAMENTO, NÃO ESTEJAM CONTEMPLADOS NAS DEFINIÇÕES ESTABELECIDAS PARA RELAÇÃO COM INFECÇÃO PELO VÍRUS ZIKA.
Todas as crianças com síndrome congênita relacionada à infecção pelo vírus Zika devem ser acolhidas e acompanhadas de acordo com o “Protocolo de atenção e resposta à ocorrência de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus Zika”

 

Última atualização: quarta-feira, 23 novembro 2016, 5:03 PM