Testes do pezinho, orelhinha e olhinho:

A Síndrome Congênita relacionada à infecção pelo vírus zika pode estar relacionada a alterações do desenvolvimento neuropsicomotor e do comportamento que podem ser acompanhadas por problemas auditivos.

A audição e a visão são muito importantes para o desenvolvimento da criança, auxiliando no aprendizado e na comunicação. Por isso, é importante testar a audição logo após o nascimento. (Caderneta da Criança – 2014)

A triagem auditiva por Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE), também conhecida como “Teste da Orelhinha”, deve ser realizada preferencialmente, nos primeiros dias de vida (24h a 48h), ainda na maternidade. A presença de microcefalia é um indicador de risco para perda auditiva, e como o exame de EOAE não identifica as perdas retrococleares, deve-se realizar o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) para as crianças com microcefalia, no máximo até o primeiro mês de vida, objetivando avaliar a integridade funcional das vias auditivas nervosas, desde a orelha interna até o córtex cerebral. Exames alterados devem ser repetidos e a criança encaminhada para avaliação otorrinolaringológica e audiológica.

Se diagnosticada a perda auditiva, a criança deverá ser encaminhada para a reabilitação em serviço de referência em reabilitação auditiva: Centro de Reabilitação – CER (com modalidade auditiva) ou Centro de Reabilitação Auditiva na Alta Complexidade. 

 

Atenção:
O acompanhamento de recém-nascidos e crianças com microcefalia deve ser realizado pelos profissionais da atenção básica junto aos profissionais dos serviços especializados. Importante o registro de informações na caderneta da criança

Assistência ao desenvolvimento neuropsicomotor

Devem ser seguidas as orientações da Caderneta da Criança sobre os principais fatores de risco e alterações físicas associadas a problemas do desenvolvimento somado ao fato de ser filho de gestante infectada pelo vírus Zika. Este acompanhamento do desenvolvimento poderá ser realizado por todas as pessoas que tenham contato com a criança como os pais, professores e agente comunitário de saúde. Na identificação de sinais de alerta, a criança deverá ser avaliada pelo médico pediatra ou médico de família e comunidade e, se necessário referenciada para programa de estimulação do desenvolvimento.

Última atualização: quarta-feira, 23 novembro 2016, 9:29 PM