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Por se tratar de doença febril o diagnóstico diferencial é amplo, devendo-se utilizar os dados epidemiológicos para levantar os possíveis diagnósticos. Importante conhecer as doenças infecciosas que são prevalentes em sua cidade e estado. Observar ainda a ocorrência de eventos internacionais que possam trazer pessoas doentes de outros países. Fique atento a ocorrência de doenças consideradas controladas no país tais como sarampo e aquelas erradicadas como a poliomielite.
Dengue
A dengue, por ocorrer em todo o território nacional, é o principal diagnóstico diferencial, e recomenda-se que doente deva ser conduzido como portador de dengue no primeiro instante. Para tanto é necessário usar o fluxograma de dengue para correto manejo do paciente. O quadro clínico é caracterizado por febre alta de instalação súbita, mialgia, cefaleia, dor retro-orbitária, exantema maculopapular, porém de instalação mais tardia e sem muito prurido, e os fenômenos hemorrágicos, que quando ocorrem, se não manejado de forma correta podem levar a óbito. Habitualmente não há sintomas respiratórios. Observar que a febre cede em torno do 3º ao 5º dia do início dos sintomas, período este no qual podem ocorrer os Sinais de Alarme. Importante realizar uma boa história clínica e exame físico completo. Investigar presença de sinais de alarme, que sangramentos de mucosas, como gengivorragia, epistaxe, hemorragia digestiva, hematúria e aumento do fluxo menstrual.
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Chikungunya
Deve-se pensar também em chikungunya que tem em seu quadro clínico febre alta, acompanhada de poliartralgia/artrite, cefaleia, mialgia, dor lombar, náuseas e vômitos, conjuntivite e calafrios. Lembrar da gravidade em grupos de risco, bem como da mortalidade em recém-nascidos que adiquiriram a doença da mãe que estava em período de viremia. Como complicações na fase aguda podemos ter miocardite, meningoencefalite, hemorragias leves e uveíte. Pode ainda ocorrer a cronificação dos sintomas articulares desencadeando quadros severos de artropatia. Na fase aguda as lesões de pele são caracterizadas por exantema maculopapular em tórax, membros e face em até 50% dos pacientes, com duração de 2 a 3 dias. Contudo podem ocorrer lesões vesicobolhosas, descamação e vasculite, principalmente em recém nascidos.
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Febre Amarela
Doença infecciosa febril, imunoprevinível, transmitida (no ciclo urbano) pelo Aedes aegypti, causada por arbovírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae. Seu período de incubação varia de 3 a 6 dias, a viremia humana dura, no máximo 7 dias, iniciando-se de 24 a 48h antes da instalação dos sintomas, persistindo por até 5 dias após instalação da doença. Neste período o homem pode ser fonte de infecção para os vetores. Tem suscetibilidade universal, conferindo imunidade permanente. Os sintomas iniciais duram em torno de 3 dias, de instalação súbita, caracterizada por febre alta, calafrios, cefaleia, lombalgia, mialgia, prostração, naúseas e vômitos. A infecção pode evoluir para cura ou agravamento. No período de remissão há declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, sendo que esta fase dura no máximo 2 dias. Durante o período toxêmico há recrudescimento da febre, com dissociação pulso-temperatura - Sinal de Faget, seguido de diarréia e vômitos, que assumem o aspecto de borra de café. Na sequência instala-se o quadro de insuficiência hepatorrenal, o paciente passa a apresentar icterícia, oligúria, anúria e albuminúria, acompanhada de manifestações hemorrágicas desde gengivorragia, sangramento digestivo, hematúria. Apresenta ainda comprometimento de sensório, com torpor e obnubilação, podendo evoluir para coma e óbito.
Recursos Complementares:
Febre amarela: Guia de vigilância em saúde
Febre amarela: Situação epidemiológica
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